Creio que, com o tempo, merecemos que não haja governos [Borges]

Carlos Porto

CENDREV, 25 anos

Tanto a belíssima organização do trabalho exposto (…) como o significado desse trabalho, ou seja, a qualidade do que é exposto, bem como a maneira como está exposto, comprovam o que no Cendrev representa o testemunho de um teatro em liberdade. Caderno de Trabalho chamou o comissário da exposição, Carlos Alberto Machado, ao catálogo da exposição. Também esse trabalho representa um esforço e uma capacidade de tornar visíveis tanto a exposição como o caderno de trabalho que ficarão na História do Teatro Português.

Carlos Porto, Jornal de Letras, 4 de Abril de 2001 (sobre a Exposição comemorativa dos 25 anos de actividade do Centro Dramático de Évora, comissariada por Carlos Alberto Machado)

Se conhecemos melhor Carlos Alberto Machado como autor de ensaios e mesmo como historiador teatral, nem por isso este monólogo que acaba de publicar deixa de ter interesse. Transportes & Mudanças é um monólogo de uma mulher que nos fala mergulhada nos restos de vida que despreza. Salvo erro, uma boa estreia teatral (…).

Voltamos a Carlos Alberto Machado com aquela que é provavelmente uma das mais estimulantes e polémicas obras nessa área. Não se estranhem estes registos já que se trata de um estudo sobre o Teatro da Cornucópia, um estudo que nos ajuda a conhecer melhor e mais polemicamente a obra de uma das experiências essenciais do teatro em Portugal nos últimos 50 anos. Dissertação académica, este livro é tudo menos académico.

Carlos Porto, revista Vértice, Julho-Agosto de 2000 (sobre a obra ensaística e dramatúrgica de Carlos Alberto Machado – Balanço Literário de 1999)

Num cenário adequado às vivências e ao seu contrário, com as luzes criando zonas de mistério, Solange F. interpreta uma personagem e as suas palavras, num monólogo que torna verosímil esse lugar solitário, reinvenção do que pertence à Morte. (…) A jovem intérprete e o espaço no qual se joga a vida, tudo sendo o lugar do teatro e da sua comunicação com os outros. É isso, o teatro e o seu contrário, a solidão.

Carlos Porto, Jornal de Letras, 5 de Março de 2003 (sobre Aquitanta, texto e encenação de Carlos Alberto Machado, no Palco Oriental)