Creio que, com o tempo, merecemos que não haja governos [Borges]

António Guerreiro [1]

Sob o signo de Rimbaud, este texto coloca a questão da relação da vida com a literatura, utilizando uma linguagem crua e obscena, a acenar às vezes ao abjeccionismo. Ora, o Virgílio em cena nestes cinco textos é uma figura plenamente rimbauldiana, à beira de uma certa marginalidade, sempre a abrir a questão nos termos inaugurados por Rimbaud e herdados pelos surrealistas, da relação da literatura com a vida.
António Guerreiro, jornal Expresso / Actual, 29 de Agosto de 2009 (sobre 5 Cervejas para o Virgílio, Lisboa, & etc, 2009).

5 cervejas para o Virgílio, & etc, 2009