Creio que, com o tempo, merecemos que não haja governos [Borges]

NOTA BIOGRÁFICA

Carlos-Alberto-Machado-FOTO-Ines-de-Matos-Machado-01

Foto de 2013, da autoria de Inês de Matos Machado.

Tem escrito e publicado livros, mais de duas dezenas, repartidos por ensaio, teatro, poesia e ficção. Por exemplo: Hipopótamos em Delagoa Bay (romance, abysmo), O Gato Visitador (poesia, volta d’mar), Teatro da Cornucópia. As Regras do Jogo (ensaio, frenesi), 5 Cervejas para o Virgílio (teatro, & etc), Registo Civil. Poesia Reunida (Assírio & Alvim), ou Estórias Açorianas (conto, Companhia das Ilhas).

Há quem tenha dito que a escrita de Carlos Alberto Machado é um labor orquestral onde ele baralha as fronteiras entre a poesia e a prosa, a linguagem de todos os dias e a literária. Ou que tem um piloto automático que lhe desencadeia a escrita num jorro, quando é preciso, mas que o trabalho no teatro lhe ensinou que a grande liberdade e o rigor não são incompatíveis e se complementam.

Nele tudo está entrançado: os tempos mais recuados da sua vida, o amor, a morte e a escrita. O vivido em Carlos Alberto Machado é sempre um ponto de passagem para o seu direito de mentir, de construir campos de virtualidade e de possíveis. A tensão de um perpétuo jogo entre o verdadeiro e o virtual. A realidade inclinada. A ventilação da vida, a sua energia transbordante.

Alguns dados de cadastro:

» Nascimento em Lisboa, em 18 de Novembro de 1954.

» Grupo de Teatro de Campolide/Companhia de Teatro de Almada (1969-1983).

» Licenciatura em antropologia na Nova de Lisboa (1990) e mestrado em sociologia da comunicação e cultura no ISCTE, em Lisboa (1998).

» Professor nas licenciaturas de teatro do antigo Conservatório/ESTC (1999-2000) e na Universidade de Évora (2000-2008).

» Encenou Aquitanta, Restos. Interiores (textos seus) e Salada Cómica (Karl Valentin)

» Criou, com Sara Santos, em Maio de 2011, a Companhia das Ilhas, que se dedica a editar livros (e a fazer muitas outras coisas…).

» É pai da Inês (nascida em 1993).

» Vive nas Lajes do Pico (Açores) desde 2005.

«Um homem confunde-se, gradualmente, com a forma do seu destino; um homem é, afinal, as suas circunstâncias.»

Jorge Luis Borges, in “A escrita de Deus” (O ALEPH, 1944)

2 responses

  1. Descobri recentemente o “transe.atlântico”. Suspeito que o atravessarei muitas vezes.

    José Manuel T. S.

    17 de Janeiro de 2012 às 0:58

  2. Bravo,esse definitivamente é um belo blog retratando a arte de poetar.

    14 de Outubro de 2012 às 3:55

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